FELIZ 18 ANOS



















Aproximando seu aniversário de 18 anos, comecei a recordar desde a descoberta que estava grávida até hoje. Quanto tempo se passou e o mais engraçado é que nada ficou esquecido. Todos os momentos vêm à mente.
Tudo começou quando escutei seu coração pela primeira vez, depois engordei 20 quilos do 5º ao 9º mês e mostrava a barriga para todos com o maior orgulho.
Sempre soube que seria uma menina, mais mesmo assim, todos queriam que eu escolhesse nome de menino, eu falava que não precisava que era a Ana Carolina que estava chegando. Até que minha mãe, sua avó, me convenceu de saber o sexo do bebê, falando que era para fazer o enxoval todo rosa. Eu deixei, ela estava tão feliz e eu já sabia que era você, então tudo bem.
Quando vi seu rostinho pela primeira vez e o pediatra falou, ainda na sala de cirurgia, que você tinha um gênio, precisou de duas enfermeiras para desentupir seu nariz e mesmo assim você empurrou a terceira.
A família toda no berçário se gabando que você era o maior bebê do hospital, pois nasceu com 4 kg e meio e 50 centímetros, grande né?
Depois vieram tantas estripulias, sua avó comprou um travesseiro de marcela colocou no seu berço, pois dizia que acalmava, com fronha e tudo, no mesmo dia você já tinha tirado a fronha e não largou mais aquele travesseiro. Só consegui fazer você largar quando disse que o Papai Noel tinha levado, senão não traria seu presente e aí funcionou. Você já tinha uns 5 ou 6 anos.
Depois com 3 anos, você dormiu sem falar comigo, eu tinha brigado com você e você toda emburrada, não respondia nada do que eu falava, virou o rosto e dormiu. No dia seguinte, como você já sabia o que era fazer mal criação, eu resolvi ter uma conversa séria com você. Combinamos então que nunca mais iríamos dormir brigadas e até hoje é assim.
Com 1 ano você falou pela primeira, e é claro que foi mamãe (Hi! Hi! Hi!), quando começou a andar, o primeiro passeio, as brincadeiras, levando bandeja de comida para seu avô, as birras, as doenças. E quando você ficou bem doentinha e eu perturbando o médico, aí ele pediu para eu anotar um remédio, anotei e perguntei como dar, ele simplesmente disse: “não Leize, o remédio é para você, um calmante, pois a Carol vai ficar bem logo”. Quando quebrou o braço, as filas no médico, quando foi mordida pelo cachorro, as minhas brigas para te defender: no colégio, na loja com seu presente de Natal e tudo mais. Quando estava dando uma bronca em você e a vizinha fechou a janela com medo de mim, aí caímos na gargalhada e acabou a bronca. Quando cheguei da rua e te vi em casa na hora da aula e perguntei: “Não foi à aula filha”? Você disse que não e falei: “Que legal então podemos ficar juntas o dia todo”. Ao invés de brigar por não ter ido à escola. Não posso esquecer de mencionar, as vezes que vou para sua cama por ter tido pesadelo e você me abraça e cuida de mim até eu dormir. Que mãe hein!
Muitos momentos, mais muitos momentos mesmo.
Afinal, são 18 anos de alegrias, gargalhadas, broncas, torcidas, perguntas que só nós conhecemos, como: Valeu? Tá feliz? Tem certeza? Vai ficar bem? Coisas só nossas.
Minha filha, meu presente de Deus. Tenha certeza que foi feita com muito amor, muito amor mesmo.
Estarei sempre ao seu lado. Sei que não sou uma mãe convencional e nem quero ser, sempre passei para você que sou humana, tenho defeitos, sou sua amiga, estou pronta para virar uma leoa quando é para te defender, não temos segredos, conheço você muito bem, ao ponto de falar: “Essa que você mencionou não é minha filha, sei muito bem o que ela falaria, faria e pensaria”.
Te amo mais que tudo neste mundo, estarei ao seu lado para ver sua formatura, conhecer seus namorados (e dar palpites, é claro), estar no seu casamento, no nascimento dos meus netos, em todos os seus momentos, sempre, mesmo depois de ter partido.
Feliz 18 anos, feliz vida, feliz tudo com muita paz, saúde, amor, alegria, prosperidade, muito, muito tudo de melhor para você.
Que Deus te abençoe e proteja hoje e sempre. Amém!

De sua mãe que te ama muito.

Leize
Rio, 26/06/2009